VEGETAÇÃO DE RESTINGA: ASPECTOS DO IMPACTO PROVOCADO PELO DESENVOLVIMENTO SÓCIO-ECONÔMICO DA REGIÃO NORTE-FLUMINENSE E ALTERNATIVAS PARA SUA VALORIZAÇÃO

Daniel Paes da Silva, Iana de Almeida Maravilha Gomes, Marco Antonio Lopes Cruz

Resumo


Estudos realizados recentemente abordando a composição vegetal em ecossistemas de restinga da Região Norte Fluminense indicam uma rica diversidade e potencial econômico para utilização de plantas medicinais e ornamentais. Muitas alterações foram promovidas nesse ecossistema pela exploração econômica da região, com destaque para o Ciclo Econômico da cana-de-açúcar que teve na abertura do canal Campos – Macaé uma das suas principais consequências. Embora a restinga englobada pelo Parque Nacional de Jurubatiba tenha um significativo grau de preservação, atualmente, a exploração de petróleo na Bacia de Campos se coloca como mais um desafio para a sua preservação. Também as atividades agrícolas ameaçam as condições naturais da restinga devido à possibilidade de escape de defensivos agrícolas de áreas de plantio para dentro desse ecossistema litorâneo. A utilização de biotecnologia vegetal, em especial a cultura de tecidos, pode ser uma alternativa para a utilização e conseqüente valorização de espécies vegetais com interesse econômico presentes na restinga, seja na produção de plantas medicinais ou plantas ornamentais. Um grande esforço tem sido feito por agentes sociais para preservar esse ecossistema, incluindo pesquisadores ligados ao NUPEM. A difusão na rede de ensino sobre as possibilidades de utilização dos recursos vegetais da restinga constitui uma forte estratégia de mobilização social para preservação desse ecossistema ameaçado.

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ISSN: 1679-9844 
  

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